Agora sim, começo a sentir a contagem decrescente para o último dia de aulas.
Já estava a entrar em desespero. É verdade.
Tudo estava a sair da minha mão, como tantas vezes sinto, mas agora era pior. Não aguentaria com mente sã as semanas que ainda estavam para vir. Tive que arregaçar as mangas e fazer de conta que estavamos a começar tudo de novo, ou seja, a puxar pelas cohecidas regras e fazê-las cumprir sem excepções facilmente conseguidas.
Yep... a vida é dura.
Não sei se são as minhas estratégias didácticas que andam pela hora da morte e, consequentemente, não convencem alunos nenhuns ou se são os miúdos que já (pres)sentem o final do ano lectivo... o certo é que os dias parecem intermináveis, os conflitos insuportáveis, as ninharias mais irritantes do que nunca e até a dessarumação de papéis, que é uma constante perfeitamente irrelevante se tornou motivo permanente para um mau humor que se estende até para além das horas de vigília; sim, já nem os sonhos escapam!...
Verdade.
Isto anda a pôr-me à beira de um ataque de nervos, silencioso.
Faltam poucos minutos, segundos para o toque de entrada.
Estou... muito cansada de miúdos e eles de mim, acho eu.
Apetece-me outro trabalho.